
UNIVERSIDADE: Um sonho ao alcance de todos?
Ao assistirmos telejornais, lermos revistas, acessarmos a internet sempre temos conhecimento de algo falando sobre como otimizar o ingresso do estudante brasileiro na, para alguns, tão sonhada Universidade. São criados programas dos mais diversos tipos, como Enem, PROUNI, Reuni, que de certa forma facilitam o alcance deste objetivo. Só que não estão sendo observados problemas referentes ao ingresso e à manutenção do aluno na Universidade.
O problema de ingressar ou não em uma Universidade vem desde a falta de preparação do aluno no decorrer do Ensino Fundamental e Médio, até as dificuldades financeiras que aparecem quando o aluno já está na Universidade, pois ele não tem como manter as despesas acadêmicas.
Antes de entrar, o aluno enfrenta vários obstáculos: a falta de preparação resultante da carência de material didático, a indiferença de alguns professores que, com salários vergonhosos, não são estimulados a exercer sua profissão condignamente, pois o exercício do magistério infelizmente não é valorizado. Com isso, o aluno se vê obrigado a procurar os Cursinhos Pré-Vestibulares, só que os mais “conceituados” têm um pequeno detalhe: são particulares! Não podemos ignorar a tentativa do governo de amenizar este último problema, implantando Cursinhos Pré-Vestibulares de graça, os quais dispõem de aula uma vez por semana, ficando o aluno oriundo da escola pública com relação aos “Particulares”, que além de aulas regulares, dispõem de aulas on-line. Diante disto, o aluno se vê em uma situação “delicada”, os que realmente querem ter uma graduação, resolvem estudar por conta própria, em casa mesmo. Com muito esforço e um “toque de sorte”, batalhadores conseguem a tão sonhada vaga na Universidade. Mal sabem eles que enfrentarão outro problema: manter-se no Curso. Muitos não conseguem prosseguir na Instituição, seja ela pública ou privada, porque não conseguem manter as despesas acadêmicas, já que despesas existem nas duas, os alunos necessitam de livros, apostilas, pesquisas na internet, digitação e impressão de trabalhos, visto que poucos alunos possuem ou têm acesso a computadores completos com impressora, internet em casa, até mesmo o material escolar básico. Diante desta situação, o estudante se vê divido entre estudar realmente, com dinheiro restrito dos pais, empregando todo seu tempo na Universidade, ou apenas freqüentar a Universidade, geralmente à noite, tendo que trabalhar em tempo integral para arcar com as despesas acadêmicas, mesmo que com isso o rendimento não fique o esperado para tornar-se um profissional qualificado,.
Cada problema tem a sua complexidade, por isso não se pode misturar tudo e resumir apenas na criação de programas que viabilizem o ingresso do estudante na Universidade. Deve-se primeiro analisar se os nossos Ensinos Fundamental e Médio estão estimulando e preparando bem os nossos estudantes. Como o Vestibular só cobra os conhecimentos praticamente do Ensino Médio, o Fundamental é ignorado na avaliação. É neste ponto que nos perguntamos: Será que se o ingresso na Universidade dependesse pelo ou menos de 50% das notas contidas no histórico escolar o interesse por parte dos alunos seria positivamente diferente? E certamente a preocupação do que “cai ou não cai” no Vestibular daria lugar ao interesse em realmente aprender e, conseqüentemente obter boas notas. Já com alunos universitários além da preocupação com os seminários, projetos, fichamentos... têm as despesas acadêmicas, que para a maioria dos alunos são um pesadelo, com um detalhe, as possibilidades de uma bolsa ou emprego o qual tenha um horário adequado para sua condição de estudante não aparecem na mesma proporção.
O investimento na Educação é a única saída para se obter jovens mais conscientes de seu papel de cidadão, dispostos realmente a mudar o nosso Brasil, jovens estes que em vez de mergulharem no mundo das drogas, prostituição e marginalidade lutariam por seus direitos que quase não são cumpridos. Não basta ficar só a espera de uma solução por parte dos governantes e professores, a mudança começa dentro de cada um de nós, pois se não assumirmos um papel nesta questão, a qual somos os maiores beneficiados, os demais não verão estimulo algum.
Waléria Araújo
Ao assistirmos telejornais, lermos revistas, acessarmos a internet sempre temos conhecimento de algo falando sobre como otimizar o ingresso do estudante brasileiro na, para alguns, tão sonhada Universidade. São criados programas dos mais diversos tipos, como Enem, PROUNI, Reuni, que de certa forma facilitam o alcance deste objetivo. Só que não estão sendo observados problemas referentes ao ingresso e à manutenção do aluno na Universidade.
O problema de ingressar ou não em uma Universidade vem desde a falta de preparação do aluno no decorrer do Ensino Fundamental e Médio, até as dificuldades financeiras que aparecem quando o aluno já está na Universidade, pois ele não tem como manter as despesas acadêmicas.
Antes de entrar, o aluno enfrenta vários obstáculos: a falta de preparação resultante da carência de material didático, a indiferença de alguns professores que, com salários vergonhosos, não são estimulados a exercer sua profissão condignamente, pois o exercício do magistério infelizmente não é valorizado. Com isso, o aluno se vê obrigado a procurar os Cursinhos Pré-Vestibulares, só que os mais “conceituados” têm um pequeno detalhe: são particulares! Não podemos ignorar a tentativa do governo de amenizar este último problema, implantando Cursinhos Pré-Vestibulares de graça, os quais dispõem de aula uma vez por semana, ficando o aluno oriundo da escola pública com relação aos “Particulares”, que além de aulas regulares, dispõem de aulas on-line. Diante disto, o aluno se vê em uma situação “delicada”, os que realmente querem ter uma graduação, resolvem estudar por conta própria, em casa mesmo. Com muito esforço e um “toque de sorte”, batalhadores conseguem a tão sonhada vaga na Universidade. Mal sabem eles que enfrentarão outro problema: manter-se no Curso. Muitos não conseguem prosseguir na Instituição, seja ela pública ou privada, porque não conseguem manter as despesas acadêmicas, já que despesas existem nas duas, os alunos necessitam de livros, apostilas, pesquisas na internet, digitação e impressão de trabalhos, visto que poucos alunos possuem ou têm acesso a computadores completos com impressora, internet em casa, até mesmo o material escolar básico. Diante desta situação, o estudante se vê divido entre estudar realmente, com dinheiro restrito dos pais, empregando todo seu tempo na Universidade, ou apenas freqüentar a Universidade, geralmente à noite, tendo que trabalhar em tempo integral para arcar com as despesas acadêmicas, mesmo que com isso o rendimento não fique o esperado para tornar-se um profissional qualificado,.
Cada problema tem a sua complexidade, por isso não se pode misturar tudo e resumir apenas na criação de programas que viabilizem o ingresso do estudante na Universidade. Deve-se primeiro analisar se os nossos Ensinos Fundamental e Médio estão estimulando e preparando bem os nossos estudantes. Como o Vestibular só cobra os conhecimentos praticamente do Ensino Médio, o Fundamental é ignorado na avaliação. É neste ponto que nos perguntamos: Será que se o ingresso na Universidade dependesse pelo ou menos de 50% das notas contidas no histórico escolar o interesse por parte dos alunos seria positivamente diferente? E certamente a preocupação do que “cai ou não cai” no Vestibular daria lugar ao interesse em realmente aprender e, conseqüentemente obter boas notas. Já com alunos universitários além da preocupação com os seminários, projetos, fichamentos... têm as despesas acadêmicas, que para a maioria dos alunos são um pesadelo, com um detalhe, as possibilidades de uma bolsa ou emprego o qual tenha um horário adequado para sua condição de estudante não aparecem na mesma proporção.
O investimento na Educação é a única saída para se obter jovens mais conscientes de seu papel de cidadão, dispostos realmente a mudar o nosso Brasil, jovens estes que em vez de mergulharem no mundo das drogas, prostituição e marginalidade lutariam por seus direitos que quase não são cumpridos. Não basta ficar só a espera de uma solução por parte dos governantes e professores, a mudança começa dentro de cada um de nós, pois se não assumirmos um papel nesta questão, a qual somos os maiores beneficiados, os demais não verão estimulo algum.
Waléria Araújo
Letras – 2º Período
3 comentários:
Valéria,
Parabéns pelos ótimos ensaios! Estão muito bem articulados. As idéias estão bem postas e o ponto de vista é adequadamende defendido. Parabéns!
Valéria adorei seu blog, falou tudo sobre os problemas que os jovens estão enfrentando para entrar nas faculdades.
Oi, Waléria. Adorei seus textos e, principalmente, os temas que você aborda. Vou colocar um link para você no meu blog, porque acho que este tipo de conteúdo precisa ser mais conhecido, sabe? Não precisa "devolver link" e estas coisas, ok? Só quero colaborar porque realmente acho o assunto importantíssimo. Sobre o sistema de aprovação em vestibulares, é interessante você citar o sistema de avaliação por notas no período escolar. Outros países usam este método e acho bem mais justo, inclusive. Entra quem se esforça mais, independentemente da escola (pública ou privada). Talvez isto funcionasse no Brasil como um "pré-vestibular". Vamos supor: para ter direito a fazer a prova para entrar na USP aqui de São Paulo, você precisa ter um currículo de notas escolares X. Será que estas coisas funcionariam no Brasil? Eu fico aqui me perguntando.
Postar um comentário